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RISCO DE APAGÃO NO DF: Erosão ameaça engolir três torres de linha de transmissão de energia que alimenta o Distrito Federal

  A iminente crise hídrica com a redução do volume dos reservatórios preocupa vários estados da federação e essa realidade se aproxima do Di...

 

A iminente crise hídrica com a redução do volume dos reservatórios preocupa vários estados da federação e essa realidade se aproxima do Distrito Federal e para ser mais exato a 35 metros.

Como se não bastasse a falta de chuva, uma enorme erosão ameaça engolir três torres de linha de transmissão de energia que se encontram instaladas dentro de uma fazenda em Águas Lindas, em Goiás.
 
O cenário é preocupante, pois à medida que a erosão avança, basta atingir uma das torres para comprometer o fornecimento de energia elétrica em todo DF, pois as torres estão interligadas entre si.
 
Na avaliação do dono da fazenda, Gilberto Camargos, 57 anos, a própria as concessionárias de energia Furnas e Transmissora Aliança de Energia Elétrica S.A. (Taesa), contribuíram para essa situação, pois não deram a devida importância na captação de águas pluviais ao instalar os equipamentos. “Eles tiveram de fazer a terraplanagem, mas não colocaram boca-de-lobo e nem bolsão para acumular a água. Então, a água da chuva vem toda aqui para minha propriedade. Isso provocou a erosão, que chega a avançar dois metros a cada chuva. Imagina agora, que está no período de chuva?”, destacou.

A Transmissora Aliança de Energia Elétrica S.A. ( TAESA), emitiu um relatório sobre a ameaça provocada pelas erosões. “As equipes de manutenção identificaram um processo erosivo nas proximidades do vão entre as torres 429 e 430 da Serra da Mesa/Samambaia C3 (que é a identificação que as torres recebem), provocado pelo direcionamento das águas pluviais de uma estrada lateral nas proximidades da linha de transmissão”.
 
Ainda de acordo com a análise da concessionária, ela reconhece os riscos de danos estruturais nas torres de transmissão, mas nega que esse fenômeno tenha sido causado pela instalação dos equipamentos. “A origem principal da erosão está correlacionada com o curso d’água provocado pela estrada lateral nas proximidades da referida linha de transmissão”. E recomendou à Prefeitura de Águas Lindas providências urgentes para a solução do problema.
O relatório da Taesa foi enviado para a prefeitura e a empresa solicita que seja instalado em caráter de urgência um sistema de drenagem de proteção, com o objetivo de minimizar impactos provocados pela  erosão.
 
Ao ser comunicada pela Taesa, a Prefeitura de Águas Lindas discordou do parecer da empresa,mas a gestão municipal se colocou à disposição para ajudar em uma possível intervenção conjunta. "Sugerimos que a própria notificante (Taesa) ou os municípios de Águas Lindas e Cocalzinho façam em conjunto os estudos técnicos necessários para se estabelecer os limites e a quantificação da responsabilidade de cada um na geração do processo erosivo constatado”, disse a prefeitura.

Ainda de acordo com o proprietário da terra, um engenheiro de Furnas esteve no local e chamou atenção sobre a gravidade da situação. “Ele falou que, se as torres desabarem, vai faltar energia geral, pois uma vai puxar a outra para o chão. Brasília vai ficar no apagão. Mas parece que as empresas não estão preocupadas com isso. Só eu mesmo. Aqui já são mais de 30 erosões que se formaram depois da vinda dessas torres para cá”, ressaltou.

Da redação Estrutural On-line com informações do Jornal de Brasília

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