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Menino autista rejeitado por Papai Noel terá sonho realizado

  Angélica Alves, 32, mãe da criança autista que teve foto negada com o Papai Noel de um shopping no Valparaíso (GO), conta que não desistiu...

 Angélica Alves, 32, mãe da criança autista que teve foto negada com o Papai Noel de um shopping no Valparaíso (GO), conta que não desistiu de realizar o sonho do filho. A pedagoga pretende levar o pequeno Daniel Alves, 4 anos, ao mesmo shopping para fazer um registro com o personagem. Além disso, foi convidada a visitar o bom velhinho em outros estabelecimentos comerciais do DF.


Nas redes sociais, a mulher compartilhou um vídeo explicando o que ocorreu no sábado (17/12). Ela conta que o Papai Noel, ao ser informado que a criança era autista, fez um sinal dizendo que não tiraria foto com o garoto. A pedagoga revelou que a criança ficou desapontada por não poder chegar perto do homem.

“Ele disse para mim que ficou muito triste. É difícil até para poder explicar para ele o motivo de não termos tirado a foto. Quando chegamos em casa, ele esboçou uma cara de choro e disse que estava muito triste. Foi horrível passar por isso”, comenta Angélica

Um shopping do Distrito Federal convidou Angélica e o pequeno Davi para conhecerem o Papai Noel. A moradora do Valparaíso diz ainda não ter uma data para levar a criança para conhecer o velhinho de novo.

“Esperamos que a próxima experiência seja melhor. Eu ainda quero que ele viva isso, e nós vamos insistir para que sejamos bem recebidos em outro lugar, ou talvez no mesmo shopping, não sei. Ainda estamos nos preparando para isso”, disse.

Ela decidiu entrar em contato com a ouvidoria do Shopping Sul na última segunda (19/12), e, ao saber do ocorrido, o estabelecimento dispensou prontamente o funcionário, que era de uma empresa terceirizada. Daniel também foi convidado a voltar ao shopping para finalmente ter sua foto com o novo Papai Noel, o que ainda não aconteceu
“O Daniel faz terapias, faz os tratamentos dele e nunca na vida que eu imaginei que um personagem pra criança pudesse fazer isso com ele. Então, a gente ficou muito triste mesmo, mas fiquei contente pelo fato de o shopping ter tomado as dores e ter atendido a gente”.



Procurado, o Shopping Sul divulgou uma nota de posicionamento afirmando que o estabelecimento “repudia todo e qualquer ato de discriminação”. Também ressaltou: “… assim que tomou conhecimento do ocorrido, está apurando os fatos para que as medidas cabíveis de enfrentamento ao tema sejam tomadas” e que “no mesmo dia, por cautela, o profissional envolvido foi substituído por outro Papai Noel”.

“Toda equipe contratada pelo shopping, por meio de agência especializada, passa por treinamentos para contato com o público e são sempre priorizados profissionais experientes nestas contratações. O shopping reforça ainda que a situação narrada não reflete os valores da empresa, que baseia as suas relações em princípios como ética, respeito e igualdade”, concluiu a nota.

A administração do estabelecimento ainda esclareceu: “Pedimos desculpas à família, em especial à criança e sua mãe, bem como a todos e todas que, direta ou indiretamente, tenham se sentido ofendidos pelo fato descrito acima”.

Metrópoles