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Calçadas do Lago Veredinha serão recuperadas

A visita à cidade, em companhia do secretário de Cultura, Bartolomeu Rodrigues, atendeu a um pedido de moradores e comerciantes que se preoc...



A visita à cidade, em companhia do secretário de Cultura, Bartolomeu Rodrigues, atendeu a um pedido de moradores e comerciantes que se preocuparam com a obra de recuperação da Orla do Lago Veredinha, executada pela administração regional.

Para alguns moradores, é fundamental a preservação das pedras originais do calçamento construído na década de 1990, cujo projeto é de autoria do artista plástico Francisco Galeno. Desde a inauguração, a calçada portuguesa nunca havia passado por um processo de manutenção. A gestão atual teve a iniciativa para dar mais mobilidade e segurança ao caminho.

Acompanhado ainda do administrador de Brazlândia, Jesiel Costa Rosa, o governador em exercício falou com João Galeno, filho do artista plástico, que estava no local. “Por determinação do governador Ibaneis Rocha, já foi providenciado o documento para o órgão que vai analisar o tombamento de toda a calçada”, anunciou, referindo-se ao processo de reconhecimento público de patrimônio cultural da cidade.

Representando os comerciantes locais, João Marques, 50 anos, é comerciante há 20 anos na região. Assim como João Galeno, ele compareceu e saiu do local satisfeito com o posicionamento dos gestores. “O governo [Ibaneis Rocha] está trabalhando, ao contrário de outros. Veio aqui para resolver o problema”, finalizou.

Origem das pedras

As pedras portuguesas utilizadas nas calçadas foram um presente do artista piauiense, que passou grande parte de sua vida em Brasília e teve obras expostas no exterior, em países como os Estados Unidos e Suíça.

Nascido em Brazlândia, há 31 anos, João Galeno, ficou satisfeito com a iniciativa do governador Paco e do secretário. Fez questão de frisar que levará “essa atitude positiva” ao seu pai, o artista Francisco Galeno. “É um processo inicial. Tem que ter um começo, pois não é uma questão de apenas estalar os dedos”, constatou.

Tombamento entra em pauta

O secretário afirmou ainda que nem todas pedras portuguesas serão recuperadas e que o calçadão será totalmente reconstruído, uma vez que há rachaduras e desnivelamentos, que poderiam causar acidentes aos transeuntes. “A recuperação estava relegada a segundo plano”, observou.

Seguindo os trâmites, o processo de tombamento será apresentado como pauta na próxima reunião do Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural do Distrito Federal (Condepac), em 21 de julho, para apreciação dos conselheiros e posterior processo de tombamento das calçadas da Orla do Lago Veredinha.

Por: LUCÍOLA BARBOSA, AGÊNCIA BRASÍLIA* | EDIÇÃO: ROSUALDO RODRIGUES

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