Page Nav

HIDE

Empresas do ramo de alimentação e bebidas representam 14,1% da indústria do Distrito Federal

  O Distrito Federal vem aumentando a dedicação no ramo da indústria. A capital é focada na produção de bens de consumo não duráveis e semid...

 



O Distrito Federal vem aumentando a dedicação no ramo da indústria. A capital é focada na produção de bens de consumo não duráveis e semiduráveis, além de possuir um PIB industrial de R$9,5 bilhões, equivalente a 0,7% da indústria nacional, este é o sétimo maior PIB do Brasil, com R$226,1 bilhões. Atualmente, o DF emprega cerca de 86.198 trabalhadores na indústria e conta com 3 milhões de habitantes, sendo assim o 8º estado menos populoso do país.

O principal cliente do setor são as instituições governamentais, mas grandes indústrias na área de tecnologia, alimentos, vestuário e construção civil também produzem em larga escala para iniciativas privadas. Para especialistas e moradores, a presença de fábricas fomenta geração de empregos, crescimento econômico, segurança e ainda impacta positivamente na infraestrutura do local. Ao fazer uma análise do cenário, especialistas constatam grandes benefícios em regiões específicas com a chegada de fábricas.

“Quando uma indústria chega a uma região, é natural que se tenha bons ganhos. Em um primeiro diagnóstico, diria que entre os principais benefícios está a geração de empregos e com isso, o crescimento econômico. Outro ponto que sofre um forte impacto é a infraestrutura do local, que acaba recebendo dois investimentos sendo eles o público e o privado, podendo assim ganhar benefícios como iluminação, asfalto, entre outros”, explica Rodrigo Augusto, antropólogo e professor do CEUB.

A indústria é um setores mais importantes economicamente, uma vez que ele tem uma alta capacidade de geração de empregos. No Distrito Federal, a construção civil lidera o ranking das indústrias, com uma participação de 51,1%, em segundo lugar, temos os serviços industriais de utilidade pública, representando 19,0% e em terceiro e quarto, o setor alimentício e de bebidas, totalizando 14,1%. De acordo com a Pesquisa de Emprego e Desemprego do Distrito Federal (PED-DF), realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), só em 2012, a indústria – não contabilizando o segmento da construção civil – empregou 41 mil pessoas no DF.

O desenvolvimento na prática

Localizada em Santa Maria, há dois anos, desde que sua sede mudou de Taguatinga para o novo endereço, o Café Export, no mercado há 37 anos, tem contribuído para o desenvolvimento da cidade. “Quando compramos a torrefação, ela já era em Taguatinga, Setor de Indústria. A região virou residencial, e após 35 anos, precisamos nos ajustar ao crescimento que estávamos vivendo”, explica Carla Lopes, diretora administrativa do Café Export sobre o porquê da mudança. Com a chegada da marca em Santa Maria, a empresa influenciou na geração de empregos e desenvolvimento da área, que antes, era um lugar perigoso com pouca circulação de pessoas.

O Sr. Joaquim Hernandes Vieira Fernandes de 53 anos é morador da região há 20 anos, e pode acompanhar de perto o desenvolvimento da cidade. “A cidade mudou bastante com a chegada do Café Export, que foi uma das primeiras fábricas a chegarem aqui na região. Antes tinha um índice muito alto de roubo de carros, toda semana colocavam fogo em um, era tudo muito escuro e não tinha policiamento”, relembra o Sr. Hernandes.

Hoje, o Café Export é uma empresa considerada de médio porte e gera cerca de 200 empregos diretos, contando com funcionários de Santa Maria e também de outras regiões. Indo contra as dificuldades que muitas empresas encontraram durante a pandemia, a empresa conseguiu se adaptar para não ter que reduzir o quadro de colaboradores.

“Fizemos alteração de horários para evitar ônibus em horários de pico, os colaboradores que tinham carro receberam auxílio para dar carona aos colegas que moravam perto, procuramos assistência médica para aqueles que precisavam de atendimento e não conseguiam, e as medidas padrões como máscara, álcool gel em toda empresa e a medição da temperatura na entrada da empresa, explica Carla.

Fonte:Jornal de Brasília