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GDF e governo de Goiás unem esforços para combater a dengue

Mesmo com o controle de casos de dengue no Distrito Federal, o GDF permanece em alerta para evitar a disseminação das arboviroses, doenças c...




Mesmo com o controle de casos de dengue no Distrito Federal, o GDF permanece em alerta para evitar a disseminação das arboviroses, doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti. O último boletim epidemiológico, divulgado pela Secretaria de Saúde no dia 12 de março, aponta que foram confirmados 21 casos de dengue com sinais de alarme no DF esse ano, mas sem óbitos registrados.

Assim, o foco das ações do governo passou a ser o combate à infestação do mosquito Aedes aegypti nos municípios goianos vizinhos ao DF. “Se não ajudarmos a conter a transmissão no Entorno, a doença de lá cai toda aqui”, afirma o subsecretário de Vigilância à Saúde, Divino Valero Martins.

“Os casos de dengue no DF caíram mais de 70%. Em contrapartida, a gente está tendo uma ascensão muito grande do Aedes aegypti em Goiás. Por isso, começamos a fazer os levantamentos e vamos ajudar o pessoal do entorno a conter a evolução do mosquito”, explica. Segundo ele, Novo Gama, por exemplo, é separado por apenas uma rua de Santa Maria. “E, infelizmente, o mosquito não lê placa”, diz.

Por enquanto, o foco das ações são os municípios do Entorno Sul: Cristalina, Luziânia, Cidade Ocidental, Novo Gama, Valparaíso, Santo Antônio do Descoberto e Águas Lindas, Agentes de saúde do DF participam de reuniões técnicas com os servidores dos municípios goianos para auxiliá-los a fazer o correto levantamento de dados sobre a infestação do mosquito.

“Orientamos e executamos algumas ações. As equipes do DF são extremamente qualificadas e o DF tem muito mais estrutura e insumos do que a maioria dos municípios do entorno”, ressalta o subsecretário.

Infestação

A atuação conjunta do DF e de Goiás acontece desde fevereiro deste ano, quando foi publicada uma resolução no Diário Oficial do DF prevendo a união dos governos no combate à proliferação do mosquito Aedes aegypti | Foto: Breno Esaki / SES

Uma das taxas importantes a ser acompanhada é o índice de infestação predial dos imóveis vistoriados, que deve ser de no máximo 3%. Ou seja, a cada 100 casas visitadas, apenas 3 delas devem ter focos do mosquito transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela.

“Diminuir a população do mosquito para menos de 3%, significa dizer que os mosquitos que sobraram não *têm* número suficiente para abrir um processo de transmissão”, afirma Divino Martins.

Os municípios onde esse índice estiver subindo vão receber intervenções, como o fumacê, uma análise epidemiológica mais detalhada ou um exame laboratorial. As equipes estão fazendo o planejamento estratégico com ações previstas para o mês que vem.

Já foram realizados encontros com os técnicos de Valparaíso, Luziânia, Novo Gama e, na semana que vem, será realizada com servidores de Cidade Ocidental. As reuniões são acompanhadas pela superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde de Goiás, Flúvia Pereira Amorim da Silva.

O secretário de Desenvolvimento da Região Metropolitana, Manoel Gervásio, um dos objetivos da parceria é levar experiências positivas do DF para os municípios do entorno, como a sala de situação.

“Desde o ano passado, o GDF reúne vários órgãos do governo para monitorar a situação da dengue no DF e, graças a esse trabalho preventivo, os dados tiveram essa queda. Agora a sala de situação é interestadual e vamos levar essa experiência bem sucedida para Goiás”, afirma. “Não adianta fazer esse trabalho só aqui, o mosquito está circulando, até pela proximidade das fronteiras”, ressalta.

Por GIZELLA RODRIGUES, DA AGÊNCIA BRASÍLIA I EDIÇÃO: CAROLINA JARDON

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