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Repórteres da Globo se emocionam em cobertura sobre meninas baleadas no Rio

Narayanna Borges e Lilian Ribeiro se comoveram com caso de duas meninas, de 4 e 7 anos, morreram enquanto brincavam na porta de casa A...



Narayanna Borges e Lilian Ribeiro se comoveram com caso de duas meninas, de 4 e 7 anos, morreram enquanto brincavam na porta de casa


As repórter Narayanna Borges e âncora do GloboNews ao vivo, Lilian Ribeiro, se emocionaram durante a exibição de uma matéria sobre as duas meninas, de 4 e 7 anos, que morreram após serem baleadas em um tiroteio em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, na noite desta sexta-feira (04/12).

“É mais do que triste, faltam palavras para a gente descrever”, adiantou Lilian Ribeiro, dos estúdios, antes de fazer contato com Narayana, que acompanhava o caso do Instituto Médico Legal (IML).

Depois de ouvir o relato de familiares, Narayanna acrescentou alguns fatos da apuração e não conseguiu conter a emoção. “Emily Vitória, de 4 anos, foi atingida na cabeça, e Beatriz Rebeca, de 7, foi atingida no peito. Elas costumavam brincar juntas e ontem não foi diferente porque no dia 23 de dezembro a Emily comemoraria cinco anos de idade e, pela primeira, ia ter uma festa de aniversário, com tudo que uma criança tem direito”, disse, visivemente abatida.

FOGO CRUZADO RJSegunda a família, disparos que vitimaram meninas de 4 e 7 partiram da polícia

Em resposta, Lilian fez um desabafo. “Nara, sou mãe de uma menina de quatro anos. Nossas crianças precisam ter direito à infância. E não importa onde elas moram, a cor da pele delas, elas têm esse direito, que deveria ser garantido. A minha pergunta é: até quando a gente vai precisar reportar essas histórias, até quando vai precisar ouvir esses relatos dramáticos, até quando a gente vai impedir que nossas crianças cresçam? Porque são nossa srianças, duas pequenas brasileiras que tiveram suas vidas interrompidas”, destacou.

De acordo com testemunhas ouvidas pelo G1, as duas meninas, que são primas, estavam brincando na porta de casa, quando policiais passaram atirando. “Não teve troca de tiro, não teve nada, nenhum disparo além dos policiais. Não foi só eu que vi, mais de 300 pessoas que tavam na rua viram”, disse a avó das vítimas à reportagem.

“Como que um policial tem coragem de atirar em duas crianças? Qual a justificativa dele? Destruíram duas famílias. Uma menina de 4 anos, outra de 7 anos. Que estavam iniciando a vida. Aí dentro. Com um tiro de fuzil na cabeça. Foi na cabeça. Pra matar”, desabafou uma prima das meninas.

Por Metrópoles 

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