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A Polícia Federal (PF) rejeitou a proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro Vorcaro, dono do Banco Master, no âmbito das investigações da Operação Compliance Zero. Os advogados do empresário e o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso, já foram avisados pela corporação sobre a decisão.
Apesar da negativa da PF, a Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda pode analisar o acordo separadamente e decidir se dará continuidade às negociações. Até o momento, o órgão não se manifestou oficialmente sobre a proposta apresentada.
As tratativas vinham sendo conduzidas de forma conjunta entre a Polícia Federal e a PGR desde março, quando Vorcaro manifestou interesse em colaborar com as investigações. Segundo investigadores, no entanto, o conteúdo entregue pela defesa foi considerado insuficiente e pouco relevante diante do material já reunido pela operação.
A avaliação interna da PF foi de que o conteúdo apresentado na delação acrescentava poucas informações inéditas ao inquérito e indicavam uma tentativa de preservar pessoas próximas ao banqueiro. Investigadores também afirmam que nomes considerados centrais na estrutura investigada não teriam sido citados pelo banqueiro.
A Operação Compliance Zero investiga suspeitas que vão além de fraudes financeiras. De acordo com a PF, a perícia inicial realizada em parte dos mais de oito celulares apreendidos com Vorcaro revelou indícios de corrupção, organização criminosa e uso de uma estrutura paralela para intimidar adversários e acessar dados sigilosos.
Na última terça-feira (19), por determinação da PF, Vorcaro foi transferido para uma cela comum na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Até então, ele permanecia em uma sala em modelo semelhante a de Estado-Maior, espaço anteriormente utilizado para a custódia do ex-presidente Jair Bolsonaro entre novembro de 2025 e janeiro deste ano.
O banqueiro havia sido levado da Penitenciária Federal de Brasília para a Superintendência da PF em 19 de março. Na véspera da transferência, seus advogados procuraram os investigadores para informar oficialmente o interesse em negociar uma delação premiada.
No mesmo período, Vorcaro assinou um termo de confidencialidade com a PF e a PGR, formalizando o início das conversas. No início deste mês, a defesa concluiu os anexos da proposta e entregou o conteúdo às autoridades em um pen drive.
Segundo informações divulgadas anteriormente, as negociações envolviam eventual devolução de recursos e a apresentação de provas relacionadas a atos praticados por autoridades eventualmente citadas no esquema investigado.
Por; Pleno.News