A cientista política Laura Fernández, do Partido Soberano do Povo, venceu as eleições presidenciais da Costa Rica , realizadas neste domin...
A cientista política Laura Fernández, do Partido Soberano do Povo, venceu as eleições presidenciais da Costa Rica, realizadas neste domingo (1°). Segundo o Tribunal Supremo Eleitoral do país, com 96,2% das urnas apuradas, Laura tinha 48,3% dos votos, enquanto o economista Álvaro Ramos, do Partido de Libertação Nacional, tinha 33,4%. Para vencer no primeiro turno, era necessário obter ao menos 40% dos votos.
A costa-riquenha tem 39 anos e nasceu em Puntarenas, uma das províncias mais pobres do país. Ela é graduada em Ciências Políticas pela Universidade da Costa Rica e se tornou apenas a segunda mulher eleita para o cargo máximo do Poder Executivo
Antes de chegar a Presidência, ela foi ministra do Planejamento Nacional e Política Econômica entre 2022 e 2025 e ministra da Presidência de 2024 a 2025, durante o governo de Rodrigo Chaves, do Partido Progressista Social Democrata. Ela deixou os cargos para disputar a eleição e é vista como herdeira política de Chaves.
Apesar de ser um dos países mais pacíficos da América Central, a Costa Rica vem enfrentando um aumento da criminalidade nos últimos anos, com crescimento de 50% na taxa de homicídios em seis anos. O combate à violência se tornou uma das principais bandeiras da campanha de Laura, que defende o endurecimento da política de segurança pública, inspirado no presidente de El Salvador, Nayib Bukele.
Bukele adotou ações duras contra gangues, com estados de emergência e prisões em massa. Ele foi um dos primeiros líderes a parabenizar Laura pela vitória e afirmou desejar “o maior sucesso em seu governo e tudo de bom para a querida nação irmã da Costa Rica”. Assim como Bukele fez em El Salvador, Laura prometeu concluir a construção de uma megaprisão para criminosos perigosos.
Em seu primeiro discurso como presidente eleita, Laura afirmou que sua vitória representa um voto “pela continuidade da mudança”.
A Costa Rica votou pela continuidade da mudança, uma mudança que busca apenas resgatar e aperfeiçoar nossas instituições democráticas e devolvê-las a vocês, ao povo soberano, para criar mais bem-estar e prosperidade para o nosso povo – disse.
*AE
