STF afasta policial suspeito de vazar contrato de Viviane Barci - Notícias de Brasília

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STF afasta policial suspeito de vazar contrato de Viviane Barci

  O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (19) uma operação para investigar o vazamento de...

 

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (19) uma operação para investigar o vazamento de informações sigilosas relacionadas ao caso do Banco Master. A decisão resultou no afastamento cautelar de um perito da Polícia Federal suspeito de repassar dados da investigação à imprensa.

Segundo nota divulgada pelo STF, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares, incluindo a suspensão do exercício da função pública do policial investigado.

O comunicado não menciona diretamente o conteúdo vazado, mas, segundo apuração do jornal Folha de S.Paulo, a investigação envolve a divulgação de informações sobre o contrato milionário firmado entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, ligado à advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes.

De acordo com pessoas ligadas ao caso, a Polícia Federal já investigava a origem de sucessivos vazamentos ocorridos desde o início da Operação Compliance Zero. A suspeita é de que o agente afastado não apenas tenha compartilhado informações sigilosas, mas também indicado terceiros para disseminar o material.

A investigação foi aberta no Supremo em março, após pedido da defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Os advogados alegaram que mensagens extraídas de celulares apreendidos passaram a circular na imprensa antes mesmo de a própria defesa ter acesso ao conteúdo completo do material.

Na decisão que determinou a abertura do inquérito, Mendonça afirmou que a apuração deveria se concentrar em possíveis violações de dever funcional por parte de quem tinha a responsabilidade de custodiar os dados sigilosos, e não na atuação da imprensa ou de jornalistas.

O caso ganhou repercussão após a divulgação de informações sobre o contrato firmado entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes. Segundo documentos revelados pela imprensa, o acordo previa pagamentos de R$ 129 milhões em três anos, equivalentes a R$ 3,6 milhões mensais.

Dados da Receita Federal apontam que o banco declarou pagamentos superiores a R$ 80 milhões ao escritório entre 2024 e 2025. Informações enviadas à CPI do Senado que investigou o crime organizado indicam 11 repasses mensais de R$ 3,6 milhões em 2024, totalizando cerca de R$ 40 milhões naquele ano.

Em nota divulgada anteriormente, o escritório Barci de Moraes afirmou ter prestado serviços de consultoria e atuação jurídica ao Banco Master entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025. Segundo a banca, foram realizadas 94 reuniões de trabalho no período, com participação de uma equipe de 15 advogados e apoio de outros três escritórios especializados.

Por: Pleno.News