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Nesta terça-feira (19), o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) e o grupo Prerrogativas acionaram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a abertura de uma investigação sobre o financiamento do filme Dark Horse, baseado na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A ação também solicita que a estreia do longa seja adiada para depois das eleições de outubro.
Os autores da representação afirmam que o filme pode configurar propaganda eleitoral antecipada e abuso de poder econômico. O pedido inclui a participação da Polícia Federal, Banco Central, Receita Federal, Ministério da Justiça e Coaf na apuração da origem dos recursos usados na produção.
A ação menciona suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, fraude cambial e crimes contra o sistema financeiro. Segundo os aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é necessário esclarecer como os valores foram obtidos e movimentados.
O processo cita ainda a decisão do TSE que, em 2022, suspendeu a divulgação do documentário Quem mandou matar Jair Bolsonaro?, lançado às vésperas do segundo turno da eleição presidencial. Para os autores, o caso de Dark Horse teria semelhanças por envolver Bolsonaro e poder influenciar o cenário eleitoral ligado à pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O pedido ganhou força após o site Intercept Brasil divulgar mensagens e áudios atribuídos a Flávio Bolsonaro, nos quais ele cobraria cerca de R$ 61 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme. Outra reportagem apontou que os recursos teriam passado pela conta do advogado de imigração do ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
Segundo a ação, há indícios de um possível esquema de financiamento político paralelo envolvendo empresários, contratos privados e recursos enviados ao exterior. Os autores da ação afirmam que o filme pode funcionar como uma peça de comunicação política com impacto eleitoral.
A justificativa seria que o lançamento do filme próximo ao pleito de outubro amplia o risco de que a obra funcione como “ativo de campanha”, com repercussão em cinemas, plataformas digitais, redes sociais, streaming, entrevistas, eventos promocionais, “trailers”, cortes e engajamentos na internet.
Por: Pleno.News