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Toffoli se declara suspeito e deixa relatoria da CPI do Master

  O ministro  Toffoli , do Supremo Tribunal Federal, se declarou suspeito para a analisar o mandado de segurança que pede a abertura da CPMI...

 


O ministro Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, se declarou suspeito para a analisar o mandado de segurança que pede a abertura da CPMI  Master e do BRB na Câmara dos Deputados.

Declaro minha suspeição por motivo de foro íntimo. Determino à Secretaria Judiciária que encaminhe o processo à Presidência desta Suprema Corte para a adoção das providências que julgar pertinentes – publicou o ministro.

A abertura da CPI é um pedido do deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). Ele cobra a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara para apurar irregularidades financeiras do Banco Master.

Relembre a participação de Toffoli no caso Master:
Em novembro de 2025, logo após o Banco Central decretar a liquidação do banco, Dias Toffoli assumiu a relatoria do caso no STF, por meio de sorteio. Em dezembro, o ministro determinou o sigilo máximo do processo e avocou para a Suprema Corte todas as investigações da Operação Compliance Zero, que apurava as fraudes bilionárias. No mesmo mês, Toffoli validou diligências da Polícia Federal, mas também ordenou que novas medidas contra o banco fossem previamente autorizadas por ele, além de marcar acareações entre investigados e dirigentes do Banco Central.

Em fevereiro, Toffoli deixou voluntariamente a relatoria após um relatório da Polícia Federal mencionar o seu nome em mensagens extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro. O afastamento ocorreu após a revelação de que o ministro é sócio do Tayayá Aqua Resort, localizado em Ribeirão Claro, no Paraná. A empresa realizou negócios com fundos ligados a Vorcaro.

Por: Pleno.News