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Mendonça, que relatará Master, já discutiu com Moraes e Toffoli

  O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF ), que foi sorteado nesta quinta-feira (12) como novo relator do inquérito sob...

 

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que foi sorteado nesta quinta-feira (12) como novo relator do inquérito sobre fraudes envolvendo o Banco Master, já protagonizou embates recentes com dois colegas da Corte citados no contexto do caso: Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.

Mendonça foi escolhido como novo relator após Toffoli deixar o processo. A saída ocorreu depois que a Polícia Federal informou ao presidente do STF, Edson Fachin, que mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro mencionavam o nome do ministro.

Toffoli havia assumido a relatoria em novembro do ano passado e, apesar de o Supremo afirmar que não havia impedimento formal, o magistrado decidiu se afastar diante da pressão pública e institucional. Ele nega ter recebido valores de Vorcaro e sustenta que eventuais relações empresariais de familiares foram legais e declaradas.

Com a redistribuição, Mendonça passa a conduzir os próximos passos da investigação. O ministro também já é relator de outro inquérito de grande impacto, que apura descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.

ATRITOS COM MORAES E TOFFOLI


A escolha de Mendonça ocorre justamente em meio ao histórico recente de divergências públicas dele com Moraes e Toffoli. A discussão mais acentuada com o ministro Alexandre de Moraes ocorreu em setembro de 2023, durante a sessão do STF que julgava o primeiro réu pelos atos 8de janeiro daquele ano. 

Na ocasião, Mendonça discutiu com Alexandre de Moraes sobre a atuação da Força Nacional no dia das invasões às sedes dos Três Poderes. O debate foi marcado por troca de acusações e tom elevado. Moraes reagiu a críticas feitas durante o voto de Mendonça e classificou como “absurdo” atribuir responsabilidade ao então ministro da Justiça, o agora ministro do STF Flávio Dino, pela falta de contenção dos atos.

– Eu fui ministro da Justiça. Em todos esses movimentos de 7 de Setembro, como ministro da Justiça, eu estava de plantão, com uma equipe à disposição, seja no Ministério da Justiça, seja com policiais da Força Nacional, que chegariam em alguns minutos para impedir o que aconteceu. Não consigo entender como que o Planalto foi invadido da forma que foi invadido – disse Mendonça.

– Claramente a Polícia Militar [do Distrito Federal], que é, e eu também fui ministro da Justiça, e sabemos nós dois que o Ministério da Justiça não pode utilizar a Força Nacional se não houver autorização do governo do Distrito Federal, porque isso fere princípio federativo – respondeu Moraes.

– Não em relação aos prédios federais – replicou Mendonça.

– Mas não em relação à Praça dos Três Poderes. É um absurdo, com todo respeito, vossa excelência querer falar que a culpa do 8 de janeiro foi do ministro da Justiça. É um absurdo – completou Moraes em tréplica.

Por: Pleno.News