Ronaldo Caiado, governador de Goiás Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil Governador de Goiás sinaliza disposição para a corrida eleitoral...

Governador de Goiás sinaliza disposição para a corrida eleitoral.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou, nesta segunda-feira (9), que não “decepcionará” caso seja escolhido pelo seu novo partido para disputar a Presidência da República nas eleições de outubro. A declaração foi dada durante o evento Diálogos da Saúde, em São Paulo.
Quero entrar em campo. Se me deixarem jogar, eu garanto que não vou decepcionar ninguém aqui – disse o governador, recorrendo a uma metáfora esportiva para sinalizar disposição política.
De olho na corrida presidencial, Caiado deixou o União Brasil, partido ao qual era filiado desde os tempos do antigo PFL. A saída ocorreu após a sigla formalizar a federação com o Progressistas, movimento que, segundo ele, inviabilizou qualquer pretensão presidencial interna.
De acordo com o governador, a decisão foi tomada após ouvir da direção partidária que não haveria candidatura própria ao Palácio do Planalto.
– [Eles disseram] Nós não vamos lançar candidato própria. Eu disse: “Bom, então vocês vão fazer com que eu saia do partido que eu venho desde que comecei minha vida política” – afirmou Caiado, durante o evento Diálogos da Saúde.
Hoje, o Partido Social Democrático (PSD) reúne três governadores com projeção nacional e interesse declarado na disputa presidencial, além de Caiado, Ratinho Jr., do Paraná, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul. Essa será a primeira vez que o partido lançará uma candidatura própria ao Palácio do Planalto.
Caiado afirmou ainda que a relação entre os três é de “respeito” e que, independentemente de quem seja escolhido, haverá apoio interno.
– Aquele que sair candidato terá o apoio dos demais, e aquele que for para o segundo turno terá o apoio de todos os outros – disse.
Segundo Caiado, a decisão será tomada em 15 de abril, data em que o partido deve anunciar o nome escolhido.
– Tem hoje um grupo de pessoas de renome na política, equilibradas, sérias, que vão analisar qual é o perfil e quem deve ser o candidato, de um de nós três. Então, é dessa maneira que eu acolherei o resultado do dia 15 de abril – afirmou.
*AE