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Adriana Ancelmo, que já tem novo amor, Cabral vai deixar a prisão e morar em apartamento da primeira mulher

  Após ficar preso   2.213 dias , o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral deve deixar a prisão até a próxima segunda-feira. Ele vai...

 

Após ficar preso 2.213 dias, o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral deve deixar a prisão até a próxima segunda-feira.

Ele vai morar num apartamento de 80 metros quadrados, com vista para o mar, num apart hotel, localizado entre as praias do Arpoador e Copacabana, na zona Sul do Rio de Janeiro, o imóvel está em nome de sua primeira mulher, Suzana Neves.

Cabral vivia com a advogada Adriana Ancelmo, que também havia sido presa, mas foi liberada alguns dias depois. Em agosto de 2019, usando tornozeleira e cumprindo medidas restritivas, Adriana já estava de novo amor.

Adriana conheceu Cabral na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), em 2001. Mais precisamente em um dos elevadores, num encontro fortuito. Ela era assessora da Procuradoria-Geral da Casa, ele, presidente. Ambos eram casados na época. Logo se separaram e foram morar juntos.

Adriana e Cabral se casaram no civil três anos depois, numa festa descrita como “nababesca” por um dos convidados. Segundo a revista “Casamento”, a celebração foi para quase mil convidados, e os salões foram enfeitados com quatro mil dúzias de rosas vermelhas. Na época, Cabral era senador.

Em 2020, Adriana Ancelmo pediu o apartamento no Leblon, na capital fluminense, de volta a inquilina para morar com o novo namorado. O imóvel no qual ela morou com o ex-governador do Rio de Janeiro estava alugado.

Em fevereiro daquele ano, Sérgio Cabral revelou em deleção premiada que a ex-companheira estava ciente da existência de um caixa paralelo, no qual ela também usufruía do dinheiro ilegal, segundo ele. Até janeiro de 2020, Adriana havia dado cinco depoimentos e corroborou as delações que haviam sido feitas por Cabral.

Cabral chegou a dividir uma galeria de seis celas de seis metros quadrados cada uma com outros quatros detentos: Eduardo Cunha (ex-deputado federal), Wilson Carlos (ex-secretário), Paulo Melo e Edson Albertassi (ex-deputados estaduais).

Liberdade

Condenado a mais de 390 anos de prisão na Operação Lava Jato, Sérgio Cabral estava preso preventivamente desde 2016.

Porém, a Segunda Turma do Superior Tribunal Federal (STF) decidiu nesta sexta-feira (16) conceder liberdade para o político. Na semana passada, a Corte reconheceu, também, a competência da Justiça de Curitiba para julgar Cabral.

Acusado de receber propina para beneficiar empresários em obras como a reforma do Maracanã e o PAC das favelas. Ele responde a mais de 20 processos, tendo sido condenado a quase 400 anos de prisão.

Em novembro deste ano, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro revogou dois mandados de prisão preventiva contra Sérgio Cabral em ações sobre um suposto pagamento de propina.

Porém, havia ainda um mandado de prisão em aberto, da 13ª Vara Federal de Curitiba, assinado pelo ex-juiz Sergio Moro, em uma denúncia de corrupção no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

Nesta sexta-feira (16), a Segunda Turma do STF decidiu conceder liberdade ao ex-governador. No voto decisivo, o ministro Gilmar Mendes observou que não estava julgando o mérito dos crimes cometidos por Cabral, mas a duração da prisão preventiva.

“Se trata apenas de afirmar que, em um Estado Democrático de Direito, nenhum cidadão brasileiro, por mais graves que sejam as acusações que pesam em seu desfavor, pode permanecer indefinidamente submetido a medidas processuais penais extremas, como a prisão cautelar”, escreveu o ministro.

O magistrado ressaltou que seu entendimento não era de “absolvição” nem de negar que os fatos acusados são graves.

Novo cenário

Sérgio Cabral vai se deparar com uma nova realidade. Ele estava preso durante o golpe de 2016 em Dilma Rousseff, assim como os governos de Temer e Jair Bolsonaro. No Brasil atual, Sérgio Moro, responsável por suas condenações, junto com Deltan Dallagnol, foram eleitos senador e deputado federal respectivamente.

Os advogados de Cabral esclareceram ainda que ele “permanecerá em prisão domiciliar aguardando a conclusão das demais ações penais e confia em uma solução justa, voltada ao reconhecimento de sua inocência e de uma série de nulidades existentes nos demais processos a que responde”.

A prisão domiciliar se deve a uma decisão do Tribunal Regional Federal da Segunda 2ª Região (TRF2), de dezembro de 2021, no âmbito da Operação Eficiência, um dos desdobramentos da Lava Jato.

Por: Painel Politico