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Desnutrição causa 20% das mortes de pessoas com câncer. Tratamentos podem diminuir esses números

  A prevalência de desnutrição entre os pacientes com câncer varia entre 20% e 70%. É o que afirmam estudos publicados em 2021, na Revista E...

 

A prevalência de desnutrição entre os pacientes com câncer varia entre 20% e 70%. É o que afirmam estudos publicados em 2021, na Revista Europeia de Medicina Oncológica. Das mortes dos pacientes oncológicos, de 10 a 20 % estão diretamente ligadas à desnutrição e não ao próprio câncer. 

“Esses números podem estar ligados ao desconhecimento ou à falta de acesso aos tratamentos adequados”, explica o nutrólogo Dr. Matheus Caputo, que está à frente do HDia, Centro de Atendimento Médico Hospitalar com sede em Brasília, que oferece tratamentos nutricionais personalizados como terapia enteral (por sonda) e terapia parenteral (via endovenosa), usadas para complementar ou substituir o fornecimento via oral ou enteral de nutrientes como: glicose, proteínas, sais minerais, eletrólitos, água e vitaminas.

“Muitos casos requerem ações preventivas, que evitam que o paciente entre em  estágio de desnutrição severa e morra em decorrência não do câncer, mas da desnutrição”, diz o médico.

Luciana Rodriguez, nutricionista e especialista em Saúde Suplementar, ressalta que a avaliação do estado nutricional dos pacientes deve ser realizada periodicamente, a fim de identificar sinais de alerta.

“O objetivo do diagnóstico precoce do estado de desnutrição nos pacientes com câncer é reverter o estado e melhorar a qualidade de vida e o conforto do paciente, reduzir a toxicidade dos tratamentos e o estresse psicológico, além da possibilidade de redução da inflamação tumoral associada e o risco de mortalidade”, explica Luciana. 

“A avaliação e tratamento individualizados são ferramentas fundamentais, uma vez que os parâmetros de desnutrição associados à doença oncológica consideram diversas variáveis para seu diagnóstico e prognostico, como a idade e a gravidade da doença, por exemplo”, alerta Matheus Caputo.

Por: Tábita Marinho