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No Rio, aumento da fome resulta em fila gigantesca por refeição

Uma verdadeira multidão de pessoas, quase todas apenas em busca de um prato de comida, tem lotado um dos principais pontos do Centro do Rio ...



Uma verdadeira multidão de pessoas, quase todas apenas em busca de um prato de comida, tem lotado um dos principais pontos do Centro do Rio de Janeiro, quase que diariamente, em busca de sobrevivência. E por sobreviver, não estamos tratando de conceitos filosóficos, mas de algo bem tangível: a fome.

Ao contrário do que se possa pensar, na enorme fila que faz com o local fique parecendo uma batalha zumbi, não estão só moradores de rua, mas também quem foi duramente impactado pela pandemia, e que acabou ficando sem qualquer fonte de renda. O resultado: uma dura realidade de ainda mais pessoas expostas ao extremo da vida.

E nessa grande “aglomeração”, como muitos poderiam dizer, não há “negacionistas”, termo que se tornou popular para classificar aqueles que são contra as medidas de isolamento, mas a infindável fila que se espalha pelo Centro da capital fluminense, está repleta de pessoas atrás de apenas uma coisa: o alimento.

E os números retratam o cenários de caos social que começa a se espalhar com a pandemia. Foram 19 milhões com fome no ano passado, ou 9% dos brasileiros, a maior taxa desde 2004, há 17 anos, quando essa parcela chegou a 9,5%. E quase o dobro do que havia em 2018, quando o IBGE identificou 10,3 milhões de brasileiros nessa situação.

Nas filas, pessoas como Juliano Rosa Filho, de 37 anos, que perdeu o emprego de auxiliar de cozinha e limpeza há três meses, e que entregou o apartamento onde morava de aluguel, agora vai todo dia no mesmo horário e local para não perder o café da manhã e o almoço. A tal “aglomeração”, no caso dele, é a forma de se manter vivo.

– A situação de pandemia tá levando muita gente ao desespero. Não adianta só dar comida, os governantes têm que dar emprego para a gente sair dessa situação. Vejo aqui não só morador em situação de rua que vem buscar refeição, mas gente que não tem opção – relata.

A situação de Juliano não é muito diferente daquela presenciada pelas amigas Aline Rodrigues da Silva, de 30 anos, e Cristiana dos Santos, de 46, que passaram a morar em um hotel popular da prefeitura desde que não puderam mais custear as despesas de casa. Agora, buscam os almoços gratuitos no Centro.

– A gente vem andando por 40 minutos, come aqui mesmo e depois volta. Às vezes, o Campo de Santana tá aberto aí a gente senta em um dos banquinhos e come – contam.

Nas redes, não é difícil encontrarmos registros que mostram com clareza essa situação. O questionamento que se faz é se um dia o afinco empregado pelos gestores para restringir milhões de conquistarem o pão de cada dia para suas mesas um dia chegará para resgatar aqueles que se agarram a um fio que tem um nome bem conhecido: esperança.

Fonte: Pleno news

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