O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, avaliou que a apreensão dos passaportes do senador Flávio Bolsonaro (...
O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, avaliou que a apreensão dos passaportes do senador Flávio Bolsonaro (PL) determinada pouco após o resultado das eleições ocorreu em um momento “inoportuno”. Para o deputado federal, seria “mais adequado” ter aguardado “a consolidação do resultado eleitoral, e posteriormente, caso houvesse necessidade, adotar as medidas cabíveis”.
A fala ocorreu durante entrevista ao portal Poder360. Na ocasião, Edinho foi indagado sobre o que achava acerca da atitude da Polícia Federal (PF) de pedir a apreensão do passaporte do parlamentar apenas sete minutos depois do resultado do pleito, no dia 25 de outubro, e a ação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de acatar a solicitação da PF no mesmo dia.
Ao opinar sobre o caso, Edinho ressaltou que sua análise seria “política, não jurídica”, pois ele afirma desconhecer os elementos jurídicos que fundamentaram a decisão.
— Eu não conheço os motivos que levaram a Polícia Federal a fazer esse pedido, nem os fundamentos jurídicos que levaram o Supremo Tribunal Federal a deliberar sobre ele. Evidentemente, acredito que devam existir razões muito fortes para que essas medidas tenham sido adotadas. Mas, analisando exclusivamente do ponto de vista político, e não jurídico, considero que talvez a decisão tenha sido inoportuna naquele momento. Penso que poderia ter sido mais adequado aguardar a consolidação do resultado eleitoral e, posteriormente, caso houvesse necessidade, adotar as medidas cabíveis — ponderou.
Edinho prosseguiu afirmando que “do ponto de vista político, tomar essa decisão alguns dias ou semanas depois talvez não alterasse sua finalidade, mas poderia contribuir para dar maior legitimidade política ao processo e evitar questionamentos sobre o momento em que ela foi adotada”.
Talvez o tempo permita compreender melhor por que a medida precisou ser tomada exatamente daquela maneira e naquele momento. Mas, politicamente, considero que teria sido mais adequado aguardar um período após a eleição, porque isso poderia enfraquecer qualquer tentativa de Flávio Bolsonaro de se apresentar como vítima e utilizar a decisão para alimentar questionamentos sobre o processo eleitoral — completou.
Por: Pleno.News
