Na Record, Lula fala sobre Trump, Lulinha e taxa das blusinhas - Notícias de Brasília

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Na Record, Lula fala sobre Trump, Lulinha e taxa das blusinhas

  O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), falou em entrevista à Record, exibida na noite deste do...

 

O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), falou em entrevista à Record, exibida na noite deste domingo (23), que o telefonema que fez esta semana ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria dado frutos. A conversa foi veiculada no mesmo horário do debate de candidatos à Presidência da República, promovido pela Band, do qual Lula não participou.

À Record, o petista disse que Trump determinou que seus auxiliares conversem com os do presidente brasileiro e relatou ter dito ao líder americano que as bases nas novas sanções tarifárias ao Brasil seriam mentirosas.

O presidente brasileiro afirmou também que o está disposto a trabalhar junto com os EUA no combate ao crime organizado. Os Estados Unidos classificaram em junho o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), grupos criminosos brasileiros, como organizações terroristas. O governo do Brasil rejeita a classificação ao argumentar que poderia ferir a soberania nacional.

TAXA DAS BLUSINHAS
Na entrevista, Lula também disse que anunciará o fim da taxa das blusinhas, que é a cobrança do imposto federal de 20% sobre compras internacionais de até 50 dólares.

O petista mencionou a reunião que teve com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), no dia 12. Dois dias após o encontro, Alcolumbre informou que determinou o encaminhamento do fim da escala 6×1, a PEC da Segurança Pública e o projeto de uma política nacional de minerais críticos.

A taxa das blusinhas foi temporariamente suspensa em maio, mas a isenção depende da aprovação de uma medida provisória pelo Congresso até 8 de setembro. Na entrevista, Lula disse ser favorável a que o povo consuma, mas “olhando o quanto ganha”. Ele ainda disse que vai criar, como projeto de governo, educação de economia popular.

LULINHA
Ainda na entrevista, Lula defendeu que seu filho Fabio Luís Lula da Silva, o Lulinha, seja investigado. O chefe do Executivo disse que não é “juiz, procurador nem delegado” mas que todos são obrigados “a agir corretamente”.

– Se alguém está agindo de forma errada tem que ser investigado. Ninguém está impune se cometer um erro; vale para meu filho ou para qualquer pessoa – disse.

Lulinha é alvo de três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). As apurações conduzidas pela Polícia Federal investigam suspeitas de tráfico de influência em negócios de aliados no governo federal. O petista voltou a dizer que, se houve prejuízo aos cofres públicos, é preciso pagar. Lula, no entanto, defendeu o direito à presunção da inocência.

– Todo mundo tem o direito de se provar inocente. Nós somos obrigados a fazer a coisa certa, mas se alguém fizer a coisa errada, pagará pelo que fez – declarou.

Sobre corrupção, o petista disse que é “uma coisa quase incontrolável” e que “tem em qualquer lugar.” Lula afirmou, no entanto, que o país tem capacidade de investigação. De acordo com ele, a Polícia Federal (PF) está preparada para investigar.

SEGURANÇA PÚBLICA
O petista reafirmou também que vai criar o Ministério da Segurança Pública, que hoje faz parte da pasta da Justiça e que aumentará a autonomia dos governadores no setor. Lula garantiu ainda que, se reeleito, vai trabalhar com governos de estados e prefeituras pelo setor, com a utilização da PF e das Polícias Rodoviária Federal (PRF) e Penal.

Ele defendeu a devolução do território da periferia ao povo e pregou punição a quem tiver que ser punido, mas “não matando quem não precisa morrer”.

FEMINICÍDIOS
Lula falou ainda sobre feminicídios. Segundo ele, os três Poderes podem se unir “em luta” contra os assassinatos de mulheres por motivação de gênero.

– Precisa trabalhar um processo educacional, porque educação está equivocada; tem gente que acha que é dono da mulher e que a mulher não pode fazer nada, mas a mulher quer ser livre, fazer o que ela quiser – finalizou.

*AE