Em relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal (PF) indicou que a lobista Roberta Luchsinger demonstrava ter “a...
Em relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal (PF) indicou que a lobista Roberta Luchsinger demonstrava ter “aparente autorização” para agir em nome de Fábio Luís Lula da Silva, mais conhecido como Lulinha. Nos diálogos encontrados no celular da empresária, ela declarou ser representante do filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Eles sabem o que eu sou. Eu sou o Fabio – disse ela, em mensagem revelada pelo Estadão.
Em reposta, o advogado de Lulinha, Marco Aurélio Carvalho, afirma que Roberta era uma das melhores amigas da esposa de Fabio, mas não tinha autorização para agir em seu nome.
– São ilações da Polícia Federal que não chegam a surpreender, porque setores da PF seguem agindo em uma caçada implacável com objetivos eleitorais. Se esses setores quiserem disputar as eleições, têm que se afastar da função que abraçaram e pedir exoneração. Nós vivemos em uma democracia e o voto vence. São ilações absolutamente irresponsáveis. É difícil a gente afirmar qualquer coisa porque não temos o contexto, já que esses vazamentos são seletivos, criminosos e têm o objetivo indiscutivelmente eleitoral – afirmou.
Já o advogado de Roberta, Roberto Podval, se queixou dos vazamentos de informações para a imprensa.
– Esses vazamentos descredibilizam as investigações e ofendem as pessoas. Já está mais do que na hora do Ministro da Justiça tomar uma atitude quanto a tais fatos – declarou ele, em contato com a CNN.
Tanto Lulinha quanto Roberta são suspeitos de tráfico de influência no governo federal, em três inquéritos que tramitam no STF, dois deles sob relatoria do ministro André Mendonça e um deles aos cuidados de Flávio Dino.
Por: Pleno.News