Nesta quinta-feira (27), durante entrevista na Globo, o presidente Lula (PT) chamou a empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha; seu...
Nesta quinta-feira (27), durante entrevista na Globo, o presidente Lula (PT) chamou a empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha; seu filho; e investigada da Polícia Federal (PF), de “pilantra” ao ser questionado sobre as acusações contra ela.
O que uma pilantra pode fazer num telefone ou o que um cara qualquer pode fazer num telefone? – questionou o petista, que também afirmou não conhecê-la.
Além das fotos publicadas por Roberta há muitos anos nas redes sociais ao lado do presidente, uma reportagem do jornal O Globo de agosto de 2017 mostra que ela, na época tratada apenas como socialite e herdeira de um dos ex-acionistas do banco Credit Suisse [o que foi desmentido pelo banco], anunciou uma doação milionária a Lula. O petista, na época, teve as contas bloqueadas em razão das investigações da Lava Jato.
Roberta falou em criar o “Bolsa Lula”, para que o petista não ficasse prejudicado em face do bloqueio das contas. Na época, a lobista disse que a campanha tinha “valor simbólico”. Ela anunciou que iria reunir artigos próprios, como cheques, objetos e joias, em uma mala de grife que seria entregue pessoalmente a Lula.
O jornal disse ainda que a ligação entre ela e Lula aconteceria por intermédio do ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência Gilberto Carvalho.
Quase dez anos depois, Lula resolveu atacá-la em rede nacional e, ao mesmo tempo, tentar livrar seu filho das acusações que esbarram nele, que era sócio de Roberta.
A empresária é alvo de investigações da PF sob a suspeita de integrar um esquema de tráfico de influência junto ao governo federal. Ela responde a três inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF), com foco em sua atuação para viabilizar contratos públicos ilícitos.
Mensagens interceptadas sugerem que Roberta atuava para abrir caminhos e obter contratos com órgãos do governo usando justamente essa proximidade com o filho do presidente. Relatórios da PF apontam que a lobista utilizava recursos para custear despesas de terceiros, incluindo cerca de R$ 100 mil mensais para manter uma casa utilizada por Lulinha e o pagamento de passagens aéreas.
Por: Pleno.News