A Polícia Federal acionou a Advocacia-Geral da União (AGU) para contestar ordens do ministro André Mendonça , do Supremo Tribunal Federal ...
A Polícia Federal acionou a Advocacia-Geral da União (AGU) para contestar ordens do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito do inquérito sobre fraudes em descontos do INSS. O embate envolve regras impostas pelo magistrado na condução do processo, gerando insatisfação na corporação.
A operação, batizada de Sem Desconto, investiga um suposto esquema de fraudes e tem como um dos alvos Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Há suspeitas de que ele seria sócio oculto de um lobista apontado como um dos principais operadores das irregularidades.
O atrito começou após Mendonça determinar que todos os atos da apuração sejam anexados imediatamente ao processo. Além disso, o ministro exigiu ser comunicado previamente caso haja qualquer afastamento de policiais ou mudanças na equipe responsável pelas investigações.
Integrantes da cúpula da PF encaram as medidas como intromissão na gestão interna e quebra de competência do órgão. A exigência de envio imediato de dados foi interpretada como desconfiança do ministro sobre a imparcialidade da polícia na condução do caso.
O ministro já havia expressado insatisfação com a lentidão do caso, iniciado em abril de 2025, e deu 60 dias para a análise dos materiais apreendidos. A PF respondeu que precisaria de mais prazo devido à falta de pessoal, informando que apenas 40% do material foi analisado.
A troca da equipe pela PF, realocando o caso para a Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores, gerou críticas do STF e da oposição. A corporação justificou que o novo setor possui melhor estrutura para conduzir operações sensíveis ligadas à alta corte. Internamente, investigadores divergem sobre as provas contra Lulinha, cuja defesa nega irregularidades.
Ao mesmo tempo, policiais criticam a postura de Mendonça, alegando que seu gabinete tem velocidades diferentes para analisar pedidos, variando a depender de quem é o alvo. Os investigadores usaram como exemplo a Operação Compliance Zero, que investiga fraudes do Banco Master, de Daniel Vorcaro.
Por: Pleno.News