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O presidente Lula (PT) exonerou nesta sexta-feira (27) o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD), para que ele retome sua cadeira no Senado e reforce a base governista na CPMI do INSS. A manobra visa garantir um voto favorável ao Planalto e remover a suplente Margareth Buzetti (PP-MT), que atuava de forma alinhada à oposição e perde o mandato com o retorno do titular.
Com a saída de Buzetti, o senador Beto Faro (PT-PA) assume a posição de titular, consolidando uma estratégia para barrar o relatório do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL). O texto do relator pede a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e o governo corre contra o tempo para reunir vinte votos e rejeitar o parecer antes do prazo final da comissão, neste sábado (28).
Ao deixar o cargo, Margareth Buzetti criticou a postura de Fávaro e afirmou aos jornalistas que se sentiu desrespeitada pela interferência direta do Poder Executivo no Legislativo.
— O ministro Fávaro acabou de ser exonerado para votar no meu lugar. O governo deve estar com muito medo do seu relatório, digníssimo relator, que está tendo detalhes (…) Ele é o titular da pasta, a cadeira é dele, mas a gente merece o mínimo de respeito. (…) É muito bom ser mulher — declarou Buzetti.
A composição do colegiado enfrentou mudanças drásticas nas últimas horas, com trocas estratégicas de membros entre governo e oposição para assegurar maioria na votação decisiva. Parlamentares que não acompanharam as investigações foram escalados apenas para o desfecho do processo, evidenciando o acirramento político e a tentativa de blindagem do entorno presidencial.
Por: Pleno.News