Ao longo dos dos últimos 10 anos, o Sindicato Nacional dos Aposentados e Pensionistas da Força Sindical (Sindnapi) descontou R$ 599,5 milh...
Ao longo dos dos últimos 10 anos, o Sindicato Nacional dos Aposentados e Pensionistas da Força Sindical (Sindnapi) descontou R$ 599,5 milhões de aposentados. Os dados constam no relatório da CPMI do INSS.
O sindicato em questão é o mesmo que tem como vice-presidente José Ferreira da Silva, mais conhecido como Frei Chico, que é irmão do presidente Lula (PT).
Mesmo citado no relatório, o irmão do petista não foi indiciado.
De acordo com o relatório, 56%, que representa mais da metade do valor, foi descontado já durante o governo Lula (PT), quando a arrecadação do Sindnapi teve um aumento expressivo. De 2023 a 2025, o sindicato arrecadou R$ 339,5 milhões.
O relatório do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) aponta ainda que a entidade fez 26.462.669 descontos no período de janeiro de 2015 a março de 2025, arrecadando um total de R$ 599.520.490,37 em descontos e tornando-se a terceira entidade que mais arrecadou.
Em votação realizada na madrugada deste sábado (28), a CPMI do INSS rejeitou o relatório final elaborado pelo deputado Alfredo Gaspar. O texto pedia o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, do banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, do senador Weverton Rocha (PDT-MA), do deputado Euclydes Pettersen (Republicanos-MG), da deputada Gorete Pereira (MDB-CE) e de mais 211 pessoas em seu parecer final.
Após a votação, o presidente da Comissão, senador Carlos Viana, se recusou a submeter à apreciação o pedido dos governistas para um texto alternativo. Viana encerrou a reunião sem nova análise e a CPMI do INSS foi finalizada sem a apresentação de um relatório final.
O documento propunha ainda a prisão preventiva de Lulinha, que hoje vive na Espanha, sob alegação de risco de fuga. Deixou de fora o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, com quem o banqueiro articulou operações financeiras por meio de fundos de investimentos.
A base do Palácio do Planalto se opôs à aprovação do documento e apresentou uma versão alternativa com o pedido de 170 indiciamentos, inclusive o de Jair Bolsonaro por organização criminosa, improbidade administrativa e furto qualificado contra idosos. A versão sequer chegou a ser apreciada pela comissão.
As informações são da coluna de Andreza Matais, do Metrópoles e da Agência Estadão.