A participação do ministro Toffoli em um evento patrocinado pelo Master entrou no centro do pedido de suspeição apresentado pela Polícia F...
A participação do ministro Toffoli em um evento patrocinado pelo Master entrou no centro do pedido de suspeição apresentado pela Polícia Federal (PF) no âmbito das investigações sobre a instituição financeira. No entanto, outras autoridades participaram da mesma agenda, entre elas o ministro Alexandre de Moraes e o diretor-geral da própria PF, Andrei Rodrigues.
De acordo com informações do site Poder360, o diretor da corporação teria ficado no hotel The Peninsula London, onde as diárias partem de valores elevados, de cerca de R$ 6,8 mil, em uma consulta para datas entre 24 e 26 de abril deste ano.
O pedido de suspeição integra um relatório de cerca de 200 páginas entregue pessoalmente por Andrei Rodrigues ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, no último dia 10. O conteúdo foi discutido em reunião reservada entre os ministros da Corte, que posteriormente divulgaram nota rechaçando a tese de impedimento.
Além da participação em eventos patrocinados pelo Banco Master, a PF mencionou outros elementos para sustentar a suspeição. Entre eles, a ligação da empresa familiar Maridt — da qual Toffoli é sócio — com um investimento no resort Tayayá envolvendo fundo relacionado ao Master.
O relatório também faz referência a episódios que aumentaram a pressão sobre a permanência de Toffoli na relatoria, como a viagem para assistir à final da Libertadores em 2025 em avião de empresário com ligações indiretas a investigados e decisões tomadas no âmbito do inquérito, incluindo a imposição de sigilo e a determinação de que novas diligências contra o banco passassem pelo crivo do STF.
Por: Pleno.News
