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Mãe mata próprio filho após parto em casa e joga corpo no lixo, no DF

Caso ocorreu na Vila Telebrasília, nesta segunda-feira (11). Mulher passou mal por causa de uma hemorragia e, após ser socorrida pelos bombe...


Caso ocorreu na Vila Telebrasília, nesta segunda-feira (11). Mulher passou mal por causa de uma hemorragia e, após ser socorrida pelos bombeiros, confessou crime aos médicos. Fachada da 1ª Delegacia de Polícia, na Asa Sul, em imagem de arquivo

Uma mulher de 41 anos foi autuada pela Polícia Civil, nesta segunda-feira (11), por matar o próprio filho após o parto e jogar o corpo no lixo. O caso ocorreu na Vila Telebrasília, no Distrito Federal.
De acordo com o delegado Maurício Iacozzilli, da 1ª DP, após o nascimento da criança, em casa, a mãe arrancou o cordão umbilical com as mãos, matou o recém-nascido e jogou o corpo no lixo. Em seguida, ela começou a passar mal, por conta de uma hemorragia.
Uma filha da investigada, de 21 anos, chamou o Corpo de Bombeiros que levou a mulher para o Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). No local, a mulher confessou o crime para os médicos, que acionaram a polícia.

Os investigadores localizaram o corpo do bebê e chamaram a perícia . “A autuada teve piora no quadro de saúde e foi transferida ao Hospital de Base, onde está sob escola policial”, disse o delegado Maurício Iacozzilli, no final da tarde desta segunda-feira.
De acordo com o investigador, a mulher não tinha antecedentes criminais.
Infanticídio
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) aponta que o crime de infanticídio está previsto no Decreto-lei N° 2.848, de 7 de dezembro de 1940. Segundo a norma, “matar o próprio filho sob influência do estado puerperal durante o parto ou logo após é considerado infanticídio”.
A pena para o crime é de detenção de dois a seis anos. Segundo a lei, o estado puerperal ocorre logo após o parto e é o período de readaptação do corpo da mulher após o nascimento do bebê.
“Esse período traz diversas alterações físicas e psicológicas, gerando uma grande variação hormonal, sendo muito comum a ocorrência de depressão pós-parto”, aponta o TJDFT.

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