A doutora e pesquisadora Tatiana Coelho de Sampaio disse que o Brasil perdeu a patente internacional da polilaminina por falta de verba na U...
A doutora e pesquisadora Tatiana Coelho de Sampaio disse que o Brasil perdeu a patente internacional da polilaminina por falta de verba na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ela deu declarações durante o programa Conversas com Hildegard Angel, da TV 247, no mês de janeiro.
O episódio, conforme relatado pela cientista, ocorreu nas gestões da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e de Michel Temer (MDB) porque a universidade não teve verba.
Nós fizemos um pedido de patente em 2007, quando estava muito longe ainda de ter um efeito, muito longe de testar em humanos. Estava bem no início do projeto. (…) A patente foi concedida em 2025. Foram 18 anos! Nós temos. Só que uma patente só dura 20 anos. (…) Essa patente é nacional. Nós fizemos a nacional, depois fizemos a internacional, tudo dentro do prazo.
Questionada se a patente já foi concedida, a pesquisadora respondeu:
– Não, porque a UFRJ teve um corte de recursos. Em particular, foram muito cortados na época de 2015, 2016, e aí, não tinha dinheiro para pagar. Então, parou de pagar as patentes internacionais. Então, nós perdemos as patentes.
A polilaminina é uma rede de proteínas que foi usada pela cientista para devolver movimentos a pacientes paraplégicos ou tetraplégicos. Com sua pesquisa usando o material, Tatiana fez com que as conexões entre neurônios e o restante do corpo fossem restabelecidas.
De oito pacientes que receberam a polilaminina, seis conseguiram recuperar os movimentos. Um deles, não mexia nada do pescoço para baixo e, graças a pesquisadora e seus estudos, hoje consegue andar sozinho.
Tatiana explicou que o Brasil tem a patente nacional e que ela chegou a financiar do próprio bolso por um período. No entanto, o país perdeu a chance de ter a patente internacional, e agora, o processo é irreversível.
Por: Pleno.News
