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Ampliação da política de segurança alimentar é destaque em entrevista

 

Fortalecer os serviços para garantir segurança alimentar e nutricional das famílias em vulnerabilidade social. Essa é a meta e tem sido um dos principais desafios da secretária de Desenvolvimento Social Mayara Noronha Rocha, desde que ela assumiu a pasta responsável pela política de assistência social do Distrito Federal.

Em entrevista ao programa CB Poder, produzido pelo jornal Correio Braziliense para a TV Brasília, a gestora falou sobre o andamento das ações e destacou alguns pontos, como a ampliação do Programa Prato Cheio e do atendimento nos Restaurantes Comunitários.

“A partir desta quarta, o Restaurante de Samambaia, mais conhecido como Rorizão, passou a servir o café da manhã. Uma alimentação importante para o trabalhador, que agora sai de casa cedo com a garantia de comer um pão, uma fruta e tomar o seu leite com café. E isso tudo por R$ 0,50”, reforçou a gestora. “Quantas pessoas não conseguem comer um pão, uma fruta, tomar um café a R$ 0,50? Muita gente passa, muitas vezes, à noite toda sem comer”.

Segundo Mayara Rocha, foram 105 refeições matinais servidas. “Nós nos surpreendemos com o número de cafés da manhã servidos só hoje em Samambaia, que foi o primeiro dia e as pessoas ainda estão conhecendo o serviço. Isso nos leva a crer que vai aumentar sim a procura. A expectativa é que todos os próximos contratos com empresas terceirizadas que fornecem alimentos aos Restaurantes Comunitários já venham incluídos o café da manhã”, explica.

Além do Rorizão da Samambaia, o café da manhã também é servido nos restaurantes do Paranoá e de Brazlândia. Na unidade do Paranoá, foram 166 refeições matinais e em Brazlândia, 103. Em breve, o serviço será ampliado para os Restaurantes Comunitário do Sol Nascente e de Arniqueira.

Na entrevista, Mayara Noronha Rocha também ressaltou a ampliação do Programa Prato Cheio. “Se somar as 70 mil famílias que serão beneficiadas pelo Cartão Gás no fim de setembro, e as 38 mil que já recebem o Cartão Prato Cheio, são mais de 100 mil famílias atendidas pelo Governo do Distrito Federal. Vamos, agora, incluir mais pessoas no Prato Cheio. O impacto dessas ações é muito grande se falar em número de pessoas beneficiadas”, pontua.

Com o Prato Cheio, as famílias em vulnerabilidade social recebem R$ 250, por mês, durante seis meses consecutivos, para comprar alimentos. No lançamento do programa, em maio de 2020, eram oito mil pessoas que recebiam a cesta básica in natura. Hoje, são 38 mil famílias recebendo o benefício do Prato Cheio, um aumento de quase 400%.

Já o Cartão Gás é uma parceria das secretarias de Desenvolvimento Social e da Economia para fornecer as famílias em risco social um auxílio no valor de R$ 100, a cada dois meses, para a aquisição de botijão de cozinha. Já está aberta a consulta para as pessoas que se inscreveram conferirem se foram contempladas com o benefício no site: www.gdfsocial.brb.com.br.

População em situação de rua

Mayara Rocha também ressaltou, na entrevista, a prioridade deste governo no acolhimento das pessoas em situação de rua. Atualmente, segundo ela, o DF tem 1.922 pessoas em situação de rua estão acolhidas nas unidades de execução direta da Sedes e indireta.

“Hoje temos 121 vagas disponíveis nas nossas Casas de Passagens. Muitas dessas pessoas que estão na rua não são necessariamente pobres. Temos jovens de classe alta que também estão nas ruas. Ou seja, é uma vulnerabilidade financeira, mas também emocional. Acolher essas pessoas é um desafio”, reitera.

O DF tem 2.318 pessoas em situação de rua mapeadas pelas equipes da Abordagem Social. Somente neste ano, foram inauguradas quatro Casas de Passagem: Taguatinga, Planaltina, Gama e Guará, que oferecem cinco refeições diariamente para os acolhidos, além de cama, banheiro, cursos profissionalizantes.

“É compreensivo a preocupação da comunidade que vive nas regiões onde foram instaladas essas unidades. É algo novo você imaginar que tem uma Casa de Passagem perto da sua. As unidades tem que estar próximas de locais de pessoas de alto poder aquisitivo, porque é lá que os moradores em situação de rua ficam. Se eu colocar uma unidade distante, eles vão continuar na rua. A sociedade civil precisa estar junto nessa missão humanitária”.

Mayara Noronha Rocha conclui: “Quero poder chegar ao final deste mandato e ter dado luz à pasta: mostrar o que é a Secretaria de Desenvolvimento Social, quais as responsabilidades dos gestores. Mas tem duas pautas que quero sair com a sensação de dever cumprido: esclarecer a população sobre a importância do acolhimento e a implementação do Cartão Prato Cheio”, finaliza.

* Com informação da Sedes

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