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Após 2 anos, mulher que morreu em Brumadinho é identificada

 


No dia em que a tragédia da Vale em Brumadinho completou dois anos e sete meses, a Polícia Civil de Minas Gerais identificou Juliana Creizimar de Resende Silva, 33 anos, como a vítima de número 261 da queda da barragem – ainda há nove desaparecidos. Ela era funcionária da Vale, assim como o marido, Dennis Silva, que também morreu no desastre.

A identificação, divulgada na tarde de quarta-feira (25), emocionou a equipe de buscas. Como os familiares de Juliana sempre foram muito ativos nas reuniões semanais sobre a tragédia, formou-se um vínculo entre eles. A irmã dela, Josiana Resende, que cuida dos gêmeos, participava da diretoria da associação que reúne os familiares das vítimas.

– A identificação da Juliana carrega um simbolismo muito grande. Houve uma proximidade muito grande, que se aprofundou nesse período de dois anos e sete meses – disse o médico legista Ricardo Araújo, em coletiva na Polícia Civil na tarde de quarta.

Os restos mortais foram localizados pelos Bombeiros na terça-feira (24). Os trabalhos de identificação, feita por meio da arcada dentária, atravessaram a madrugada, relatou o legista. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, comentou a notícia em suas redes sociais.

– Com incansável trabalho, os bombeiros de Minas localizaram hoje, por volta das 17h, mais uma joia ainda desaparecida na tragédia de Brumadinho. É um alento para as famílias – disse Zema.

O Corpo de Bombeiros informou que as buscas, que completaram 943 dias na quarta-feira (25), prosseguem sem previsão de término, “permanecendo o incansável propósito de localizar as joias restantes”.

– No exato dia onde a operação completa 2 anos e 7 meses, a efetividade de localização do CBMMG na operação Brumadinho ultrapassa o expressivo índice de 96,6%, sendo responsável por apoiar e dignificar o processo de luto de 261 famílias até o momento – ressaltou a corporação.

*AE

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