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“Chorei porque não roubei”, diz homem negro que tirou roupa em mercado



homem negro que tirou roupa em mercado para provar que não furtou produtos de um supermercado da rede Assaí, em Limeira, interior de São Paulo, denunciou a “truculência” dos seguranças.
Luiz Carlos da Silva, de 56 anos, disse que tirou a blusa de frio e a camiseta a pdido dos funcionários, mas achou melhor se despir das calças para deixar claro que não tinha levado nenhum item do atacadista.

“[Eles] queriam me levar para um canto escuro sem ninguém ver. Eu comecei a chamar o pessoal para gravar e servir de testemunha. Se me levassem para trás, eles colocariam alguma coisa em mim e diriam que eu roubei”, disse ao site Notícias de Limeira. “Chorei porque não roubei nada. Nunca precisei roubar nada de ninguém. Eu trabalho.”

O caso aconteceu em uma unidade do Assaí, na sexta-feira (6/8). O boletim de ocorrência foi registrado como constrangimento pois, de acordo com a Polícia Civil, não há provas de que houve injúria racial.

Silva disse à reportagem que foi vítima de racismo. “Não era só eu que estava saindo sem nada do mercado, tinha muita gente também. Acho que muita gente foi pesquisar e saiu para talvez voltar. Eu creio que foi racismo”, afirmou.

Em nota, o Assaí disse que os funcionários envolvidos na acusação de furto foram afastados. “A companhia reforça que não adota nem orienta qualquer forma de abordagem constrangedora a clientes e que tomará todas as providências necessárias tão logo a investigação for encerrada.”

A apresentadora do Bom Dia São Paulo, da TV Globo, Michelle Barros,se emocionou na manhã desta segunda-feira (9/8) ao noticiar o fato.

Ela questiona a possibilidade de o homem ter sido vítima de racismo. “Qual é a prova, qual é a suspeita que haveria, qual a razão de submeter pessoa a um constrangimento tamanho? É por causa da cor da pele? O que leva a isso?”

Por: Metrópoles 

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