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Esposa de Omar Aziz já foi presa suspeita de desvios na Saúde

A esposa do senador e presidente da CPI da Covid Omar Aziz, Nejmi Aziz, já foi presa pela Polícia Federal em 2019, em investigação que apurava desvios na Saúde do Amazonas, estado do qual Aziz já foi governador.
Deputada estadual pelo DEM, Nejmi foi presa temporariamente duas vezes, por um período total de cinco dias, no âmbito de uma força-tarefa que investigava desvios de recursos públicos na saúde do estado.

Atualmente, os processos da operação se encontram suspensos, e a ex-primeira-dama ainda não foi condenada.



A primeira detenção de Nejmi ocorreu em 19 de julho de 2019, durante a quinta fase da Operação Maus Caminhos, denominada Operação Vertex. Como informou o Estadão na época, a Justiça expediu ao todo nove mandados de prisão temporária e ordenou o bloqueio de 18 contas de pessoas físicas e jurídicas. O episódio resultou no congelamento de cerca de R$ 92,5 milhões em bens dos investigados.

Segundo o Ministério Público Federal, a etapa da força-tarefa foi iniciada a partir de um inquérito instaurado em 2016 no Supremo Tribunal Federal (STF). Um relatório da Polícia Federal cita o nome do senador Omar Aziz (PSD-AM), o que levou a Justiça a investigar pessoas ligadas ao político, entre elas Nejmi.

Após duas noites na cadeia, uma liminar expedida pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) concedeu a liberdade a Nejmi antes do vencimento do prazo da detenção temporária de cinco dias. No fim do mês, entretanto, a Justiça suspendeu a liminar, e a parlamentar teve que cumprir o restante da prisão temporária.

Em outubro do mesmo ano, um juiz federal suspendeu temporariamente o processo de Nejmi e de outros familiares do senador Omar Aziz no âmbito da Operação Vertex, devido a uma ação judicial que acusou conflito de competência. O Ministério Público Federal informou que “ainda não há denúncia ajuizada pelo MPF originada dessa etapa de investigações”.

A instituição ressaltou que os processos relativos à Operação Maus Caminhos encontram-se suspensos até que se resolva a controvérsia sobre a competência entre as esferas estadual e federal. A ação tramita no TRF-1.

O senador Omar Aziz nega irregularidades. Em reportagem recente do Estadão, a assessoria do parlamentar destacou que “não foi produzida prova alguma ou nem mesmo apresentado indício de ligação do político com atividades delituosas”.

*Estadão

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